Quem não conheceu tio Alberto não sabe o que perdeu
Andei no seu jipe passando pelo Brejinho das Goiabas,
Riacho da Folha Larga, parando no Sapé, abrindo lata de farinha Láctea
Admirando a Lagoa da Itaparica de cima do corte de Andarilho.
Foi ali que eu criei a historia da Jaguatirica alvasã
Pra contar a minha turma da Gameleira e deleite da minha mulher
E de meus filhos. Encantados com a prosa...
Mas a historia da Jaguatirica eu conto depois, levantando a mão para mostrar o tamanho
Hoje eu quero falar de Alberto Sampaio, quero chorá-lo...
Se você não o conheceu, posso dizer que ele era o cara.
Quero ser torto como você Alberto Sampaio, o espinhaço segurando trampo
Foi ele quem fez a minha primeira fotografia com sua Kodak quadradona
Fez também da minha irmã Vera com seu vestido rodado e mangas cheias
E de toda sua família. Ele foi bom nisso, nesse negocio de fazer família.
Portas abertas para o mundo, para tudo e para todos, assim foi.
Nunca deixei um dia de parar na sua casa descendo a avenida.
Alberto Sampaio reunia inteligência, determinação e princípios.
Vou viver tendo de você sempre uma gratissima lembrança
Penteando o meu cabelo com o seu lambido
E dando umas tiradas... Ou cara!!!
Eu te amava muito, como a meu pai. Adeus grande homem!
Miami, FL, USA, 20/09/2006.
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